Aumento nos Custos de Produção
Prepare-se para desembolsar mais por um smartphone novo. A Xiaomi, através de Hu Xinxin, Gerente de Produto da REDMI, e Lu Weibing, presidente da empresa, confirmou que seus aparelhos, assim como os de outras marcas, tendem a ficar mais caros. O principal motivo apontado é o aumento nos custos dos chips de memória, que elevam diretamente as despesas de fabricação dos smartphones. Lu Weibing já havia alertado que a pressão sobre os custos em 2026 seria “muito mais pesada” do que em 2025, indicando um aumento considerável nos preços de varejo.
Apesar de a Xiaomi tentar absorver parte desses custos, a empresa ressalta que a medida não será suficiente para evitar o repasse integral para o consumidor final.
IA Desvia Produção de Semicondutores
O cenário de encarecimento é impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos e tecnológicos. Um dos grandes vilões é o avanço do setor de inteligência artificial (IA), que está consumindo uma parcela significativa da capacidade de produção global de semicondutores. Fabricantes como Samsung e SK Hynix priorizam a produção de memórias avançadas para data centers e aceleradores de IA, mercados com maior rentabilidade. Essa mudança de foco resulta na desvalorização da produção de chips para smartphones, gerando escassez e, consequentemente, aumento de preços. A Samsung, por exemplo, já elevou o custo da memória para celulares em até 60% em relação ao ano anterior.
Além das memórias, o custo de placas semicondutoras, sensores de imagem e displays de alta taxa de atualização também exercem pressão adicional sobre os preços dos smartphones.
Previsão de Aumentos e Queda na Produção
Analistas de mercado, como os da Counterpoint Research e IDC, corroboram o alerta, prevendo grandes ondas de aumentos de preços em 2026. Dependendo do modelo escolhido, os reajustes podem ultrapassar a marca de R$ 1 mil. A expectativa é de que o preço médio global dos smartphones suba 6,9% neste ano, com a base do mercado podendo registrar altas ainda maiores, entre 15% e 25%, após março. Preços iniciais mais elevados tendem a reduzir a demanda, o que pode impactar a produção global de smartphones, com uma queda estimada de até 2%. O setor de notebooks também sente o efeito, com altas previstas de 15%.
Impacto Já Visível no Mercado
A linha Redmi K90 já sofreu reajustes devido ao encarecimento das memórias. Apesar do cenário desafiador, a Xiaomi reportou um crescimento expressivo em sua receita e lucro líquido no terceiro trimestre de 2025. No lado da concorrência, a Samsung também está em fase de altas contínuas para suas linhas premium, como Galaxy S, Z Flip e Z Fold. A recém-lançada série Galaxy S26 chegou ao Brasil com valores até R$ 1.300 mais elevados. A fabricante justifica o aumento pela entrega de recursos avançados baseados em IA, como câmeras aprimoradas e análise preditiva. Contudo, esse reajuste pode diminuir a atratividade dos aparelhos para consumidores que não priorizam tais funcionalidades.
Fonte: canaltech.com.br
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