Trump cede à negociação e adia ofensiva militar contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um adiamento de duas semanas na ameaça de ataques a infraestruturas civis no Irã. A decisão surge em meio a avanços nas negociações por um cessar-fogo, que teria como contrapartida a reabertura do Estreito de Ormuz por parte de Teerã.
Em postagem nas redes sociais, Trump declarou que o acordo está “condicionado à concordância da República Islâmica do Irã com a abertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz”. Ele afirmou concordar em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de mão dupla!”.
Avanço nas negociações e impacto no mercado
O acordo em gestação representa um desenvolvimento significativo, surgindo poucas horas antes do prazo final estipulado por Trump para a reabertura do estreito, sob pena de retaliação com ataques a usinas de energia, pontes e outros alvos iranianos. A notícia provocou uma queda no preço do petróleo, com o West Texas Intermediate recuando 11% e o Brent também registrando baixa.
Autoridades iranianas ainda não se manifestaram oficialmente sobre a proposta de permitir a passagem segura de navios comerciais pelo estreito. Trump, no entanto, informou que os EUA receberam uma proposta iraniana de dez pontos, que descreveu como “uma base viável para negociação”, e que a maioria dos pontos divergentes já foram acertados, necessitando de duas semanas para finalização.
Mudança de tom e tentativas de mediação
As declarações de Trump marcam uma drástica mudança em relação a avisos anteriores, nos quais ele ameaçou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, sem jamais poder ser trazida de volta” caso o Irã não cedesse. O ultimato iminente levou o Paquistão a tentar mediar um acordo de última hora. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, informou que as conversas estavam “avançando de forma constante, firme e vigorosa” e que seu governo havia solicitado ao Irã a abertura do Estreito de Ormuz como gesto de boa vontade.
Incertezas e o padrão de adiamentos de Trump
Ainda pairam muitas incertezas sobre a viabilidade do acordo de cessar-fogo, bem como sobre o cumprimento do entendimento por parte de Israel, que tem realizado ataques no Irã em coordenação com os Estados Unidos. A decisão de recuar, ao menos temporariamente, de ampliar os alvos militares para infraestruturas civis segue um padrão de Trump. Em março, ele já havia dado um prazo ao Irã para reabrir o estreito, prazo este que foi posteriormente prorrogado. Esse comportamento levou à criação da sigla TACO, de “Trump Always Chickens Out”.
Fonte: investnews.com.br
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